segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nada de especial, no princípio

Suponho que a vida começa quando dela guardamos primeiras lembranças...

A minha primeira memória é relativa ao nascimento da minha irmã, as seguintes já só aparecem com a entrada na escola, três anos depois. Lembro-me exactamente da chegada á escola no primeiro dia de aulas de um chuvoso mês de setembro. Lembro-me do nome da colega de carteira: Gisela. E foi ela a primeira amiga com quem me zanguei.

As restantes memórias vêm em golfadas.

Nada de especial: um primeiro amor, Paulo. Um segundo, Manuel. Uma grande amiga, a primeira melhor. Elogios constantes á escrita e á leitura. Muitos dissabores a Matemática. Uma professora simpática. Muita conversa e jogo do lenço, a mamã dá licença e a cabra cega. Uma colega muito mais velha e com um atraso grande a nível cognitivo a quem me lembro de proteger e de quem me lembro de gostar. Uma primeira inimiga de estimação e a primeira vez que me lembro, verdadeiramente, de estar em competição.

Nada de especial.

Apenas as folhas de outono no caminho e as folhas dos blocos de colecção. E a primeira vez que perdi algo de que realmente gostava: a minho colecção. Tinha mais de 100 folhas. Tinha tantas que nem as sabia contar, ainda. Até porque os números nunca foram o meu forte.

Nada de especial, mesmo.

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